Entrevistas

Focado, Pantoja minimiza retrospecto favorável contra Moreno no UFC: “É um novo lutador”

Neste sábado (8), no UFC 290, Alexandre Pantoja fará a luta mais importante de sua carreira, válida pelo cinturão dos pesos-moscas (57 kg) da organização. Do outro lado do octógono, o brasileiro enfrentará Brandon Moreno, um rival ao qual já venceu em duas oportunidades anteriores, em 2016 e 2018. Apesar do retrospecto direto favorável contra o campeão mexicano, ‘The Cannibal’, como é conhecido, mantém os pés no chão e projeta um duelo contra um “lutador completamente diferente” na ‘T-Mobile Arena’, em Las Vegas (EUA).

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Pantoja destacou que a resiliência é uma das principais virtudes de Moreno. Vale ressaltar que, após perder o segundo confronto para o brasileiro, em 2018, o mexicano foi demitido do Ultimate. Cinco anos depois, Brandon desponta como o campeão linear da companhia presidida por Dana White.

O Moreno é um cara muito resiliente, ele aprende com as derrotas. Ele mostrou isso após ser derrotado por mim dessa última vez, ele foi demitido do UFC (na época) e agora é o campeão. Então é um cara que aprende muito com as derrotas. Acho que o ponto mais forte dele agora é o mental, porque ele conseguiu virar o campeão, e o campeão tem esse lado mental forte. E, ao meu ver, ele é um lutador completamente diferente. Não vou lutar contra o Brandon Moreno que lutei há cinco anos. Para mim, é um novo lutador”, avaliou Alexandre.

Combate de alto nível

Respeitoso, porém confiante, Pantoja também exalta a sua própria evolução como artista marcial desde que seu caminho foi cruzado com o de Moreno pela última vez. Mais maduro, o brasileiro aposta que a trilogia contra o velho adversário ficará marcada na história dos pesos-moscas, pois coloca, frente a frente, dois competidores que, possivelmente, vivem o auge de seus desempenhos.

“Mas também vejo que evoluí muito daquela luta para cá. Minhas últimas duas lutas falam por mim, o quanto a minha evolução foi grande. Peguei dois top 5 da categoria e venci ambos de uma forma muito boa. Posso não ter o nome do Demetrious, do Cejudo, do Moreno, mas essa é uma das grandes lutas do peso-mosca, vai ser uma das grandes disputas do UFC. Ele vem de dois nocautes e eu de duas finalizações, vai ser um confronto de duas pessoas que chegam muito prontas para essa luta. Eu me vejo melhor (que ele) em qualquer situação. Estou pronto para tomar o cinturão e defender também. Me vejo muito maduro, vai ser difícil me bater”, projetou o lutador de Arraial do Cabo (RJ).

Pantoja e Moreno fazem a luta co-principal do UFC 290. Caso vença, o brasileiro pode encerrar o breve jejum de cinturões do país, deixado desde a aposentadoria de Amanda Nunes do esporte. O ‘main event’ da noite fica pelo duelo que unifica os títulos dos pesos-penas (66 kg), entre os campeões linear e interino, respectivamente, Alexander Volkanovski e Yair Rodriguez.

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