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Felipe Pena Preguiça durante o Spaten Fight Night 3
Felipe Preguiça venceu Nicholas Meregali no Spaten Fight Night 3 - Leandro Bernardes/PxImages

Entrevistas

Felipe Preguiça projeta saga com Nicholas Meregali: “É uma luta que vende”

A aguardada trilogia entre Felipe Pena e Nicholas Meregali agitou a estreia do jiu-jitsu no Spaten Fight Night 3, realizado no último sábado (29), em São Paulo. Em um duelo bastante equilibrado e tático, o bicampeão do ADCC superou o rival gaúcho por pontos (29-28), garantindo sua primeira vitória sobre o oponente após ter sido superado nos dois encontros anteriores.

Com o placar em 1 a 1 na modalidade sem kimono (No-Gi), o lutador mineiro acredita que a rivalidade está longe de um desfecho definitivo. ‘Preguiça’, em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, projetou um novo capítulo para o clássico no futuro.

Provavelmente sim [vamos nos encontrar de novo]. É uma luta que vende, o pessoal gosta de assistir nossa rivalidade. Tá 1 a 1 no sem kimono, eu pretendo competir por alguns anos ainda e acho que ele também. Então não tem por que essa luta não acontecer de novo”, apontou.

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Rivalidade sadia

Apesar da rivalidade acirrada que antecedeu o evento — marcada por provocações e um clima tenso na pesagem —, os dois astros da arte suave demonstraram ‘fairplay’ e se cumprimentaram após o apito final. Sobre a postura mais serena do rival após o anúncio da decisão, Preguiça encarou o gesto com naturalidade e reforçou que os atritos ficam restritos à área de luta.

“Acho que depois da luta ali acabou, está tudo no tatame. A gente não ficou de muito papo, mas é o certo mesmo. Temos essa rivalidade, a personalidade dele não combina com a minha e acho que nunca vamos ser amigos. É uma rivalidade que fica ali no tatame, nada pessoal. Eu quero matar ele no tatame e ele quer me matar no tatame. Quem for melhor no dia, bota uma pedra e pronto“, disse.

No detalhe

Logo após o combate, Preguiça destacou que a diferença no momento atual de ambos foi determinante para o resultado. O mineiro pontuou que sua própria evolução técnica desde os primeiros confrontos o colocou em um patamar diferente para este desafio.

“A gente lutou tem alguns anos, são diferentes momentos. Eu treino bastante, então consegui evoluir muito. Ele também com certeza treinou e evoluiu, mas acho que são momentos diferentes. Eu sou um Felipe Preguiça hoje diferente do que eu era na última luta. O Nicholas é um excelente atleta, de altíssimo nível, e eu também. Acho que o detalhe numa disputa desse nível é o que faz a diferença“, analisou.

Para conquistar o resultado positivo, Preguiça apostou em uma estratégia bem definida ao longo dos três rounds. O atleta impôs seu jogo nos dois assaltos iniciais, garantindo pontuações cruciais com quedas e controle por cima, o que permitiu administrar a vantagem na reta final do confronto diante da reação do gaúcho.

*O repórter está viajando para a cobertura do evento a convite de Spaten.

 

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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