Entrevistas

Felipe Bunes usa ‘território hostil’ como motivação extra para duelo no UFC México

Mesmo atuando fora de casa, o peso-mosca (57 kg) do UFC, Felipe Bunes, garante que o ambiente adverso será combustível extra para sua atuação. Escalado para enfrentar o mexicano Edgar Chairez neste sábado (28), no UFC México, o brasileiro vê na atmosfera favorável ao rival um fator de motivação, não de pressão, em duelo válido pelo card principal do evento.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Felipinho’ minimizou o impacto da torcida local e reforçou a confiança na própria preparação. O atleta destacou o foco absoluto no momento em que a porta do octógono se fecha e a luta, de fato, começa.

“Vai ser só eu e o Edgar lá, eu e ele, trancados. Não vai ter o público todo lá dentro, não. Vai ser só eu e ele. Depois que trancar a jaula e o árbitro disser: ‘Lutem’, acabou. Eu só escuto uma voz: a do meu treinador”, cravou.

A declaração reforça a postura do lutador, que aposta na concentração e na estratégia traçada com sua equipe para neutralizar o possível apoio maciço ao adversário. Para o peso-mosca, o fator casa perde relevância assim que o combate é iniciado, cenário em que pretende impor seu ritmo desde os primeiros movimentos.

Sempre em busca do desfecho rápido, o representante brasileiro também deixou claro que sua mentalidade será ofensiva durante os 15 minutos, se necessário. Confiante na versatilidade, ele não descarta aproveitar qualquer brecha que surgir ao longo do confronto.

Atrás do nocaute, sempre. Se ele me agarrar e aparecer uma oportunidade de finalizar, eu vou finalizar”, decretou.

Projeção

Ao analisar o confronto, o atleta projeta um embate intenso, especialmente na trocação, característica marcante de ambos. Ainda assim, assegura estar preparado para eventuais investidas na luta agarrada e para mudanças de estratégia ao longo dos rounds.

Acho que a gente vai se esbagaçar na porrada. Obviamente, nós treinamos a parte da luta agarrada, refinamos o que eu já tinha na parte de chão, mas nós focamos muito na parte da trocação. Quase todos os mexicanos gostam muito de boxe, e ele não é muito diferente: gosta muito do striking, só que ele é um cara que joga muito golpe isolado. Nós trabalhamos isso aí: contragolpear os golpes dele, pegar tudo de encontro. Tem muitas brechas no jogo dele. Quando ele sente golpe na linha de cintura, ele tenta levar para o chão para não tomar mais golpes, e estamos preparados para isso.”

No sábado, em território mexicano, o lutador terá a oportunidade de transformar o ambiente hostil em combustível competitivo e retomar o caminho das vitórias. Além de buscar afirmação na divisão, ele tenta se recuperar no Ultimate, já que vem de um revés e, neste momento, possui duas derrotas e apenas uma vitória na organização.

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