No dia 16 de maio, em Los Angeles (EUA), Francis Ngannou entrará em ação no primeiro evento de MMA da história da ‘Netflix’, promovido em parceria com a promotora ‘MVP’. E o que fez o gigante camaronês abraçar essa oportunidade foi justamente suas vivências anteriores no ramo dos esportes de combate. Com experiências consideradas pelo próprio como desgastantes em grandes organizações como o UFC e a PFL, ‘The Predator’, como é conhecido, optou em buscar uma nova opção no mercado.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Ngannou ressaltou que tende a fugir de contratos de longa duração, como fez no passado. Sem competir no MMA profissional desde 2024, o ex-campeão dos pesos-pesados tenta recuperar o tempo perdido e se tornar mais senhor das próprias ações durante suas negociações. Junto à Netflix, o gigante camaronês tenta quebrar um padrão de rusgas contratuais e atritos que atravessou tanto no UFC quanto na PFL.
“Mesmo quando eu tinha contratos de longo termo, eu não controlava nada. Isso aconteceu no UFC, eu tinha contrato de oito lutas e eu só lutava uma vez ao ano. Eu queria lutar e não conseguia uma luta. Não era como eu queria. Estive na PFL por um tempo, nos últimos anos. E eu estava exigindo lutas e não consegui. Qual era a diferença? Enquanto isso, agora que estou livre (no mercado), tenho opções. Estou aberto a oportunidades de diferentes maneiras, ao invés de ficar preso no contrato. Esses contratos só favorecem as organizações, não favorece os lutadores. Não tem garantia”, explicou o camaronês.
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Acordo pontual
Escalado para o ‘co-main event’ do show, Ngannou enfrenta Philipe Lins, também ex-UFC e PFL. No entanto, a disputa contra o brasileiro é a única prevista no acordo com a Netflix. Por mais que torça para que o modelo de negócios da gigante do streaming vingue, o peso-pesado evitou assinar um contrato de múltiplas lutas ou longa duração, justamente para não acabar nas mesmas situações do passado.
“Eu achei (a proposta) interessante. Não tenho um próximo passo, porque não tenho garantias. Sim, meu acordo é por uma única luta. Espero que a Netflix continue no jogo, que funcione bem para eles. Para a MVP e a Netflix continuarem dando oportunidades para mais lutadores que estão em organizações diferentes, ou que queiram sair de outras companhias. Aqueles que querem escolher, para terem mais opções”, destacou Francis.
A luta principal do show promovido pela MVP e Netflix será feminina. Dois grandes ícones e pioneiras da modalidade, Ronda Rousey e Gina Carano entram em rota de colisão. Além delas, o evento contará com outros nomes de peso em ação, como Nate Diaz, Mike Perry, Júnior Cigano, Muhammad Mokaev e muito mais.
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