A vitória avassaladora sobre Jack Della Maddalena na luta principal do UFC Austrália, no último sábado (2), abriu portas e aumentou de vez o ‘hype’ de Carlos Prates na companhia. Ao ponto do atual campeão dos meio-médios (77 kg), Islam Makhachev, abrir as portas para um duelo contra o brasileiro, o classificando como “a luta mais interessante” da divisão. E, no que depender do representante da ‘VTT’ e da ‘Fighting Nerds’, a sonhada disputa pelo título do Ultimate deve se concretizar ainda na atual temporada.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Prates compartilhou sua ‘linha do tempo ideal’. Ciente de que os rumores de uma disputa entre Makhachev e Ian Machado Garry são fortes, possivelmente para agosto, o brasileiro tem planos de enfrentar o vencedor desse confronto. Sendo assim, a ideia é se manter ativo e, a princípio, não aceitar oportunidades que não sejam pelo cinturão. Para, quem sabe, ter a oportunidade de se consagrar campeão no último bimestre de 2026.
“Para mim, até agora, não chegou nada (sobre cinturão). Mas acho que vai ser pelo cinturão (minha próxima luta). Estou vindo de três vitórias, três nocautes, três bônus e contra dois ex-campeões. Então acredito que sim (a próxima seja pelo título). É o que estou sabendo pelas beiradas (que Makhachev e Ian lutam em agosto). É o que o pessoal está falando, acho que vai ser isso mesmo. Pelo que escuto do pessoal do UFC, acredito que seja isso. Seria ótimo (enfrentar o vencedor em novembro ou dezembro). Acabar o ano campeão ia ser top para caramba”, projetou Carlos.
Sem preferências?
Por mais que já tenha manifestado o interesse de ‘vingar’ sua única derrota no UFC com uma revanche contra Ian Machado Garry, Prates também sabe o peso que derrotar Makhachev traria para seu currículo. Até pelos ‘prós e contras’ de ambos cenários, o especialista em muay thai evita indicar sua preferência, e abre as portas tanto para o irlandês quanto para o russo na próxima rodada.
“Fazer a revanche contra o Ian Garry ia ser massa, acho que é a luta que eu mais quero, ainda mais valendo o cinturão, ia ser embaçado. Mas ganhar do Islam também ia ser daora, porque é o número 1 peso-por-peso. Ganhar dele ia ser muito bom também (…) Mais um bônus e cinturão. Vai vir. Não sei quem vai ser (o adversário). Se vai ser o ‘Macaxeira’, Ian Garry. Mas quem vier, irmão, vai entrar no coro”, declarou Prates, à Ag Fight.
Feito inédito
Caso o cenário ideal projetado por Prates se concretize, o striker de Taubaté (SP) terá a oportunidade de se tornar o primeiro brasileiro campeão até 77 kg da história do UFC. O meio-médio é a única categoria masculina que nunca consagrou um atleta tupiniquim na organização, apesar de representantes como Gilbert Durinho e Demian Maia terem chegado perto, mas batido na trave com derrotas nas disputas de cinturão.
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