Entrevistas

‘Durinho’ se empolga com chance de ajudar a gerar novo ‘boom’ do MMA no Brasil

Em julho de 2020, Gilbert ‘Durinho’ estava escalado para encarar Kamaru Usman no UFC 251. No entanto, o brasileiro foi diagnosticado com COVID-19 e obrigado a se retirar do card dias antes do confronto. Após o imprevisto, o lutador precisou ser paciente para lidar com a ansiedade até receber a nova chance pelo título. Neste sábado (13), o atleta terá a oportunidade de enfrentar o nigeriano pelo cinturão dos meio-médios (77 kg) na luta principal do UFC 258, em Las Vegas (EUA). Duelo no qual pode fazer história.

Durinho pode se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o cinturão desta categoria, e este feito pode gerar consequência imediata para a modalidade no país. Por ser um atleta carismático e conhecido do público, em grande parte por conta de sua relação com Vitor Belfort, o meio-médio pode alavancar o interesse do esporte no país caso conquiste o título.

Atualmente, o Brasil possui três cinturões no Ultimate, dois com Amanda Nunes, no peso-pena (66 kg) e peso-galo (61 kg), e um com Deiveson Figueiredo, no peso-mosca (57 kg). Se ‘Durinho’ vencer neste sábado, o país iguala o recorde registrado em 2012 com o maior número de títulos na organização. Por isso, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, o lutador se empolgou com a possibilidade de marcar seu nome no esporte nacional.

“Quero muito ser campeão em 2021. Vai ser um ano que vai mudar a minha vida. Nem pensei em dar esse ‘boom’, mas acho que consigo fazer história em ser o primeiro brasileiro campeão dessa categoria. Quanto mais campeões, vai dar o ‘boom’. Acho que o Glover (Teixeira) vai ser o próximo (campeão) e acredito que podemos dar um ‘boom’. Não tinha pensado nisso, mas acho que com campeão novo pode dar isso. Estou amarradão”, explicou o lutador, que atua no MMA profissional há nove anos.

Com a luta se aproximando, a responsabilidade nos ombros do ‘Durinho’ também aumenta. No entanto, com a experiência de já ter participado de grandes duelos na época em que competia no jiu-jitsu, modalidade na qual se sagrou campeão mundial em três oporunidades (incluindo títulos com e sem kimono), o atleta de 34 anos demonstra tranquilidade extra.

“Pressão sempre tem. Estou feliz com a chance e controlando bem a pressão, focando muito no que tenho que fazer e não só no resultado. Trabalhei bastante para chegar aqui. Estar com a minha família, meu time e é o que posso controlar e me faz bem. O foco é dar meu máximo e trazer o cinturão para o Brasil. Estou com muita fome de lutar”, revelou.

No Ultimate desde 2014, Gilbert ‘Durinho’ vive seu melhor momento na organização. O brasileiro está embalado com seis vitórias seguidas, sendo quatro delas na divisão pela qual vai brigar pelo cinturão. Em sua última apresentação, em maio do ano passado, o brasileiro, após cinco rounds, superou o ex-campeão da divisão Tyron Woodley por decisão unânime dos jurados, fato que o credenciou a lutar pelo título.

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