Siga-nos

Entrevistas

Diarreia, excesso de confiança e mais! Michel Pereira abre o jogo sobre derrotas no UFC

Pela primeira vez em sua trajetória dentro do UFC, Michel Pereira acumula três derrotas consecutivas. A má fase afastou o brasileiro da elite da entidade e o distanciou de seus objetivos na principal liga de MMA do mundo. Ciente do momento delicado que atravessa na carreira, o ‘Paraense Voador’ abriu o jogo e revelou, em entrevista ao podcast ‘Direto de Vegas’, novo projeto da Ag Fight, detalhes de bastidores de alguns de seus tropeços recentes no Ultimate.

O mais recente dos reveses e, talvez o mais inesperado, foi diante de Kyle Daukaus, em agosto de 2025. Na ocasião, Michel era cotado como franco favorito para a disputa, já que o americano sequer figurava no plantel do UFC e havia sido recontratado às pressas para suprir a ausência de última hora de Marco Túlio, o ‘Matuto’. O desfecho, entretanto, contrariou as ‘odds’ e Pereira acabou nocauteado em menos de um minuto. Sem papas na língua, o ‘showman’ brasileiro admitiu que sequer cogitava ser vencido naquela rodada e atrelou o tropeço à imprevisibilidade do MMA.

“Nunca (me via perdendo essa última luta). Se tu falar assim: ‘Michel, vamos apostar 1 milhão de dólares, ou então a sua bolsa’. Se o cara lá fala: ‘Ei, Michel. Luta de novo com aquele cara (Kyle Daukaus). Se você perder, a sua bolsa vai para ele’. Eu vou na hora. Não me via perdendo para aquele cara nunca. Mas nós estamos no MMA, p***. Entrou a p*** da mão. Canhoto, entrou a p*** do cruzado. Eu entrei para matar. Eu estava animado, feliz. Entrei mesmo para matar o cara, só que entrou a p*** da mão. Em sparring, treino, que é muito mais duro, não entrou uma mão daquela. E na luta, com luvinha: ‘Pum’, entendeu?”, destacou o paraense.

Diarreia e o início da má fase

Entre 2020 e 2024, Michel emplacou uma sequência de oito vitórias, que o colocaram em destaque tanto nos meio-médios (77 kg), quanto, posteriormente, nos pesos-médios (84 kg). O adversário que interrompeu sua ascensão foi Anthony Hernandez. Mas naquela ocasião, durante a semana da luta, o brasileiro admitiu que, por falta de instrução adequada vinda de um profissional da área da nutrição, acabou tendo problemas digestivos que, segundo o próprio, atrapalharam seu desempenho na luta – sobretudo minando seu gás contra o rival wrestler.

“Não acho o ‘Fluffy’ essas ‘coisonas’. O Fluffy tentou me quedar no começo e não conseguia. Para mim, parecia que eu estava tirando papel (da frente). Não acho ele essas ‘coisona’. Ele vai no jogo dele, só que ele não explode. Eu tive um BO, que eu comi um macarrão com muito óleo. Aí me deu caganeira. Feito pela minha esposa. Não tinha experiência. Depois de uma tirada de peso, meti macarrão com carne moída e óleo. Me deu caganeira. Fomos para a fisiologia e depois da luta a gente ficou doido: ‘Rapaz, o que aconteceu que eu não tinha energia?’ Por isso que hoje eu tenho um nutricionista ‘topíssimo’”, relatou Michel.

Volta por cima?

Entre acasos do MMA e lições aprendidas com as derrotas, Pereira precisa provar que ainda tem potencial dentro do Ultimate. De olho na volta por cima, o brasileiro volta a competir no card do UFC Houston, em fevereiro, no dia 21, contra o americano Zack Reese. Além de fazer as pazes com a vitória, o confronto se torna ainda mais essencial pelo poder definidor para as pretensões da carreira de Michel daqui em diante.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Um post compartilhado por Ag Fight (@ag.fight)

Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: XInstagramFacebookYoutube e TikTok

Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

Mais em Entrevistas