O único duelo 100% verde-amarelo do UFC Vegas 118 do último sábado (6) era repleto de significado por se tratar de um reencontro entre Ketlen Souza e Ariane Carnelossi. E na revanche entre as pesos-palhas (52 kg) brasileiras, o desfecho foi diferente do primeiro encontro entre as duas, ainda em 2019. Vitoriosa, ‘Esquentadinha’ admitiu que ‘dar o troco’ em ‘Sorriso’, sua algoz de longa data, teve um gosto especial.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Ketlen afirmou que a preparação para o duelo contra Ariane foi acentuada dado a motivação pessoal atrelada à disputa. Quando ambas duelaram pela primeira vez, em 2019, Carnelossi derrotou Esquentadinha via nocaute técnico no terceiro assalto e, logo depois, assinou com o Ultimate.
O revés, à época, teve um gosto ainda mais amargo para Souza, que ficou com a sensação de que perdeu uma chance de ouro de se tornar atleta do UFC. Sete anos depois, já como atleta da principal liga de MMA do mundo, Esquentadinha reencontrou Ariane e não deixou margem para dúvidas. Com um desempenho avassalador, nocauteou a rival compatriota ainda no primeiro round.
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“O camp foi feito na força do ódio, não tinha como dar errado. Porque era pessoal. Era uma luta pessoal minha com ela (Ariane). Porque eu já perdi para ela no começo da minha carreira. Perdi o contrato do UFC. A gente lutou em um sábado e no domingo ela assinou o contrato com o UFC. Fiquei muito triste, poderia ter desistido da minha carreira, do meu sonho. Mas não. Continuei galgando e hoje pude mostrar para ela o quanto eu evoluí”, destacou Ketlen.
Ex-campeã no radar
Agora que enterrou de vez um trauma do passado, a manauara consegue fazer planos para o futuro. Agora embalada por duas vitórias no UFC, Esquentadinha quer medir forças contra outra brasileira na próxima rodada: a ex-campeã Jéssica Andrade. De olho em uma vaga no ranking até 52 kg, Ketlen ressaltou a magnitude do que seria um enfrentamento com ‘Bate-Estaca’ – pioneira da modalidade.
“Jéssica Andrade é uma menina que casa muito bem comigo. Uma luta que vai ser eletrizante, uma menina que tem ‘punch’, tem força. É isso, vamos para a porrada. Se ela aceitar a luta, eu espero sim ela voltar (de lesão), claro. Seria uma honra para mim lutar com a Jéssica Andrade, que foi uma das pioneiras do MMA feminino no Brasil, junto com a Amanda (Nunes)”, projetou Esquentadinha.
Aos 31 anos, Ketlen Souza busca sua melhor versão física e técnica da carreira. Dona de um cartel de 17 vitórias e seis derrotas, a brasileira é conhecida pelo poder de nocaute acima da média para a divisão peso-palha. No entanto, tropeços em momentos cruciais atrasaram sua ascensão no Ultimate. Agora, novamente embalada, Esquentadinha pode voltar a sonhar em postular entre as melhores do mundo futuramente.
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