Entrevistas

Deiveson Figueiredo usa Alex Poatan como exemplo para superar status de zebra no UFC Rio

Nem mesmo a discrepância no currículo parece ter convencido as bolsas de apostas sobre as chances de vitória de Deiveson Figueiredo diante de Montel Jackson no ‘co-main event’ do UFC Rio. No mundo das ‘odds’ (probabilidades), o ex-campeão peso-mosca (57 kg) e atual sexto colocado no ranking peso-galo (61 kg) do Ultimate aparece como azarão diante do lutador americano, que vive um momento de ascensão na carreira. O cenário, porém, é visto quase como uma espécie de combustível a mais para o duelo deste sábado (11).

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Deiveson minimizou a desconfiança das casas de apostas e citou o exemplo de Alex Poatan, que também era apontado como zebra na sua última luta e mostrou dentro do octógono que as ‘odds’ estavam erradas, com uma vitória por nocaute sobre Magomed Ankalaev que lhe rendeu o cinturão meio-pesado (93 kg) do UFC. Assim, o ‘Deus da Guerra’ – como o paraense é conhecido – espera repetir o feito do compatriota e ‘quebrar a banca’.

“Não me incomoda nem um pouco (ser azarão nas bolsas de apostas). Eu me conheço, sei que na última luta (contra Cory Sandhagen) eu não estava 100%. (Mas) Agora tive um ótimo camp, caras muito fortes treinando comigo. É sempre assim. O (Alex) Poatan na última luta estava como azarão, chegou lá e foi resiliente. E eu estou pronto para mostrar isso aos que estão com pensamentos negativos ao meu respeito”, ponderou o ex-campeão.

Aposentadoria distante

O status negativo nas apostas pode ser explicado pelo momento vivido pelo brasileiro. Pela primeira vez na sua carreira, o ex-campeão do UFC sofreu duas derrotas consecutivas em suas mais recentes aparições no octógono mais famoso do mundo, o que levantou dúvidas sobre uma possível queda de rendimento do veterano, que completa 38 anos em dezembro. Porém, ao que tudo indica, a aposentadoria sequer passa pela cabeça de Deiveson.

“Ainda não (penso em aposentadoria). Sou um cara que me cuido, um cara que não bebo, que não vivo em balada, sempre estou em casa assistindo um bom filme com meus filhos. Quero lutar até os meus 41, 42 anos, quero estar em alto nível”, projetou.

Em busca de recuperação, após ser superado por Merab Dvalishvili e Cory Sandhagen, Deiveson Figueiredo entra em ação neste sábado, pelo ‘co-main event’ do UFC Rio, contra Montel Jackson. O americano, 15º colocado no ranking peso-galo, vem de uma sequência de seis vitórias e tenta se aproximar do topo da categoria.

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