Em 2023, Deiveson Figueiredo deu adeus ao peso-mosca (57 kg) do UFC – onde se sagrou campeão em duas oportunidades – e partiu rumo à categoria dos galos (61 kg), na qual ainda luta para repetir o mesmo sucesso. Mas, apesar de ter feito esta mudança com o intuito de conquistar o sonhado bicampeonato em divisões diferentes do Ultimate, o lutador paraense parece disposto a abandonar o plano original e voltar para a antiga ‘casa’.
O interesse repentino do ‘Deus da Guerra’ por um retorno aos moscas parece ter ligação direta com um fator primordial: a troca de comando na divisão até 57 kg. Atual campeão da categoria, Joshua Van acaba de derrotar novamente seu antecessor, o brasileiro Alexandre Pantoja, desta vez, de forma indiscutível, sem que uma lesão definisse o confronto a seu favor como na primeira luta – resultado que surpreendeu Figueiredo.
“Com certeza, surpreendeu. Esperava que o Pantoja fosse fazer um jogo mais de grappling, mas, como sempre, o Pantoja quer brigar. Entrou nas emoções, foi para a trocação com um cara que é bom de trocação, um cara que é técnico, se movimenta bem, coloca bem os golpes. Então, o Pantoja tinha que fazer mais grappling com ele, certeza que o Pantoja finalizaria ele”, afirmou Deiveson.
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Mandem o contrato!
Enquanto um confronto contra Pantoja talvez não instigasse tanto Deiveson, até por já ter derrotado o compatriota no passado, uma disputa com o representante de Mianmar parece empolgar o paraense. A ponto do ex-campeão, mesmo com novo compromisso pelo peso-galo agendado para este sábado (3), afirmar que deixaria tudo de lado para voltar e tentar recuperar o cinturão até 57 kg do UFC.
“A gente precisa fazer essa luta (contra o Joshua Van). Eu estou abertíssimo para o UFC, é só me mandar o contrato que eu vou lá tomar o meu cinturão dele“, disparou.
Bater 57 kg: missão impossível ou tarefa fácil?
A grande pergunta para o caso de um retorno do ex-campeão ao peso-mosca se concretizar envolveria a capacidade do brasileiro de bater 57 kg na balança novamente – uma tarefa que sempre pareceu ser bastante custosa durante toda sua trajetória na categoria. Porém, apesar do histórico, Deiveson esbanja confiança em um corte de peso fácil.
“Com certeza (ainda bato 57 kg). Bato 57 (kg) ‘facinho’. Eu saí da 57 porque eu estava de saco cheio de estar batendo peso. Mas agora eu estou trabalhando com o melhor nutricionista do Brasil. A última luta (no 57 kg) que eu perdi para o Brandon Moreno, eu perdi por um erro meu. Mas eu bati 57 sem sofrer”, concluiu.
Antes de pensar em voltar ao peso-mosca para tentar recuperar o cinturão da divisão, Deiveson Figueiredo entra em ação novamente neste sábado, pelo card do UFC 332, em Salt Lake City (EUA), contra o jovem americano Payton Talbott. E apesar de ser um confronto válido pelo peso-galo, uma boa apresentação seguida de uma vitória pode servir para reforçar a campanha do brasileiro por um ‘title shot’ imediato na categoria de baixo, mesmo depois de tantos anos afastado.
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