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Deiveson Figueiredo encara Umar Nurmagomedov no UFC 324
Deiveson Figueiredo - Diego Ribas/Ag Fight

Entrevistas

Deiveson abre o jogo sobre dinheiro e revela por que ainda não parou: “Me aposentar bem”

Aos 38 anos, prestes a completar 39 em dezembro, Deiveson Figueiredo já alcançou no MMA um patamar que poucos atletas conseguiram. Campeão peso-mosca (57 kg) do UFC em duas oportunidades, o brasileiro colocou seu nome entre os melhores da organização. Desde 2023, o ‘Deus da Guerra’ encara um novo desafio na divisão dos galos (61 kg). E apesar de ainda não repetir o mesmo sucesso de antes, o paraense ainda encontra motivos para permanecer em atividade, e um deles é mais do que compreensível: o dinheiro.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Deiveson revelou que a possibilidade de continuar recebendo as famosas bolsas do UFC e, principalmente, transformar os ganhos da carreira em segurança financeira para o futuro é uma das principais razões que o fazem seguir lutando. Mais do que manter o padrão de vida, o veterano mira uma aposentadoria tranquila e a possibilidade de ajudar aqueles que estiveram ao seu lado desde o início.

A motivação, de acordo com o próprio lutador, está diretamente ligada à sua origem. Deiveson não esconde que veio de uma família humilde e que carrega consigo a responsabilidade de ajudar financeiramente os parentes que ainda precisam de seu suporte. Por isso, enquanto tiver condições de competir em alto nível, a intenção é continuar aproveitando a oportunidade de ganhar dinheiro dentro do UFC.

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“O que mais me motiva é poder me aposentar bem e dar uma vida maravilhosa para os meus filhos e para aqueles da minha família que precisam da minha ajuda. Eu sou um cara que não venho de família rica, tem muitas pessoas que precisam de ajuda e o que eu posso fazer eu faço para os meus familiares. Então, eu quero estar sempre na ativa, poder lutar até onde Deus permitir para que eu possa cuidar deles”, afirmou Deiveson.

Aprendizado após erros iniciais

A declaração ajuda a explicar por que a idade, por si só, não parece ser suficiente para fazê-lo pensar em pendurar as luvas. Depois de anos dedicados ao MMA e de já ter experimentado o ponto mais alto possível dentro do UFC, o paraense enxerga cada novo combate também como uma oportunidade de aumentar o patrimônio construído ao longo da carreira.

A lógica, entretanto, nem sempre esteve tão clara para o ex-campeão. No início de sua trajetória, quando ainda começava a receber valores significativamente maiores do que aqueles aos quais estava acostumado, o lutador admite que não tinha orientação sobre como administrar o dinheiro. A experiência serviu como aprendizado e mudou a maneira como passou a encarar os ganhos provenientes das lutas.

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“No início da minha carreira, eu não tive pessoas para me orientar sobre o que fazer com o meu dinheiro. Eu descobri isso sozinho. E hoje eu tenho pessoas que me orientam e o que eu mais faço hoje em dia é lutar e investir, aplicar o meu dinheiro. (A virada de chave foi) Principalmente depois que eu troquei o meu primeiro empresário, que eu passei a trabalhar com o segundo, aí começaram a entrar as pessoas que me orientam muito”, concluiu.

Neste sábado (3), Deiveson Figueiredo entra novamente em ação no octógono mais famoso do mundo. Pelo ‘co-main event’ do UFC 332, em Salt Lake City (EUA), o ex-campeão peso-mosca encara o jovem americano Payton Talbott, em duelo válido pela divisão dos galos, em busca de mais do que apenas uma nova vitória para o seu currículo, mas também de uma chance de garantir a segurança financeira sua e de sua família para o futuro.

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Nascido em Niterói (RJ), Neri Fung é jornalista e apaixonado por esportes desde a infância. Começou a acompanhar o MMA e o mundo das lutas no final dos anos 90 e começo dos anos 2000, especialmente com a ascensão do evento japonês PRIDE.

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