Vindo da primeira derrota de sua carreira como atleta profissional de MMA, Tallison Teixeira volta a competir neste sábado (31), no card principal do UFC 325. E as circunstâncias não são das mais favoráveis, já que o brasileiro enfrentará o ranqueado Tai Tuivasa em um ambiente hostil, visto que o australiano é o ‘atleta da casa’. Mas tais fatores não parecem tirar o sono de ‘Xicão’. E prova disso é que, às vésperas do confronto, o gigante de 2,04m esbanja confiança no resultado positivo.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, Xicão classificou o casamento de estilos contra Tuivasa como favorável. Com um jogo ofensivo e baseado majoritariamente na trocação, o australiano, no entendimento do brasileiro, tende a deixar brechas a serem exploradas no combate. Partindo desta premissa, Tallison projeta o desfecho de todas as suas vitórias no MMA até então: pela via rápida (nocaute ou finalização).
“Com certeza, sem sombra de dúvidas. Minha intenção é sempre acabar a luta o quanto antes. Nunca deixar ir para a mão dos juízes. Com certeza (os estilos casam bem). O Tai (Tuivasa) é um cara que gosta muito de trocar, é um striker nato. Não tem jiu-jitsu, não tem grappling. Por mais que ele esteja treinando wrestling, pode ter evoluído, já que ficou mais de um ano afastado. Mas eu ainda acho um casamento de luta muito bom. Ele é duro, experiente e perigoso. Isso é inegável. Mas eu vou com muita confiança para essa luta”, analisou o gigante brasileiro.
Mudança de equipe
Após ser nocauteado por Derrick Lewis, Xicão também realizou uma mudança significativa para sua carreira ao trocar de equipe. Antes na ‘Team Lucas Mineiro’, o peso-pesado se desligou da antiga casa para treinar na ‘CornerMan FC’. Sem qualquer tipo de rixa com seus antigos mentores e treinadores, Tallison explicou que a troca de time foi motivada por falta de material humano e busca por evolução.
“Não, não faço mais parte da equipe do (Lucas) Mineiro. Devo ter saído faz uns cinco, seis meses que não estou lá. Estou treinando na ‘CornerMan’, que tem o Bruno Lopes que treina lá. Às vezes o Ruffy também vai treinar e tal. Mas acabei saindo de lá e ele (Mineiro) não vai estar no meu corner, obviamente. Foi amigável demais (a rescisão). Sempre que você chega em um lugar, tem que saber chegar e saber sair. Não foi minha primeira equipe e, óbvio, não vai ser minha última. A gente precisa sempre buscar evolução, buscando material humano. Eu precisava treinar com mais pesos-pesados, e ele entendeu isso perfeitamente. Infelizmente lá não tinham pesados, porque é bem escasso no Brasil”, explicou Xicão.
Além da disputa entre Tallison e Tuivasa, o Brasil conta com mais dois representantes em ação – ambos no card principal do UFC 325. Na divisão dos pesos-leves (70 kg), Maurício Ruffy enfrenta Rafael Fiziev em um duelo crucial para a pretensão de ambos na categoria. Já na luta principal do show, Diego Lopes e Alexander Volkanovski fazem uma revanche pelo cinturão peso-pena (66 kg) da companhia.
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