Entrevistas

Daniel Willycat admite que temeu demissão após última luta cancelada no UFC

No começo de abril, Daniel Santos precisou se retirar do card do UFC Vegas 105, na véspera do confronto marcado contra Davey Grant, após sofrer com problemas de saúde decorrentes do processo de corte de peso. O episódio marcou o terceiro cancelamento de luta consecutivo do atleta da equipe ‘Chute Boxe Diego Lima’ na organização – todos por motivos ligados a ele – e ampliou sua ausência dos octógonos, que já dura quase dois anos. Com este retrospecto, a continuidade de ‘Willycat’ no maior evento de MMA do mundo foi colocada em xeque, inclusive pelo próprio lutador brasileiro.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Daniel Willycat admitiu que chegou a temer uma possível demissão do Ultimate após sua última luta cancelada. Consciente, o lutador mineiro reconheceu que sua situação poderia ter sido resolvida de uma forma diferente pela organização presidida por Dana White, com um final muito mais triste para ele.

Porém, curiosamente, o fato de ter sido mantido no plantel de atletas da liga, mesmo depois de tantos problemas fora do octógono que resultaram em múltiplos cancelamentos de combates, aumentou a confiança do membro da ‘Chute Boxe Diego Lima’. Isso porque, na visão de Willycat, a decisão do UFC mostra que a entidade ainda acredita no seu potencial como lutador.

“Com certeza (temi ser dispensado). Dois anos inativo, várias lutas canceladas e sair de uma luta por passar mal e não conseguir bater o peso, isso é muito ruim, não importa em que posição você esteja, isso é horrível. Eu não só temi, como achei que seria mandado embora, para falar a verdade. Não só eu, acho que todo mundo que acompanha luta achava isso. Mas acho que o UFC me vê com bons olhos, porque não tem outra explicação. ‘Vamos subir ele de categoria, vamos manter ele’. Eles gostam de mim, veem muito potencial em mim”, afirmou Daniel.

Mudança de categoria

Para se manter no Ultimate, entretanto, Daniel precisou abandonar a ideia de competir no peso-galo (61 kg), principalmente depois do seu mais recente episódio de cancelamento de luta, no qual teve problemas com o corte de peso. Assim, a partir deste sábado, quando subirá no octógono do UFC 315 para encarar Jeong Yeong Lee, Willycat passará a atuar na divisão dos penas (66 kg) – uma mudança que veio para ficar.

“Não planejo voltar para o 61, vou continuar de 66. O meu futuro vai ser aqui agora, no 66. Estou com essa decisão tomada, junto com a minha equipe, junto com o UFC, então, é isso, 66 é o meu futuro”, finalizou.

Companheiro de equipe do ex-campeão peso-leve Charles Do Bronx na Chute Boxe Diego Lima, Daniel Santos chegou ao Ultimate com grande expectativa e status de promessa da divisão dos galos. Porém, três anos depois da sua estreia, Willycat soma mais lutas canceladas (6) do que disputadas (3) em sua trajetória na organização. Agora, no que parece ser sua última chance de mostrar que merece fazer parte do plantel de estrelas do UFC, o mineiro entra em ação para buscar sua terceira vitória na liga, desta vez diante do coreano Jeong Yeong Lee, no Canadá.

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