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Jefferson Toddynho Nascimento durante treino
Jefferson Toddynho fará a sua estreia no Ultimate no UFC Baku - Reprodução/Instagram

Entrevistas

Da chuva no Rio ao octógono em Baku: Jefferson Toddynho detalha emoção por estreia no UFC

A trajetória para alcançar o octógono mais famoso do mundo costuma ser desenhada com meses de planejamento, mas para Jefferson Nascimento, o momento decisivo aconteceu debaixo de um temporal no Rio de Janeiro. Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, ‘Toddynho’, como é conhecido, relembrou que pedalava em direção à academia, com o celular vibrando dentro da capa de chuva, sem imaginar que as ligações perdidas traziam o convite para sua estreia no UFC.

Menos de duas semanas após o chamado, o carioca de 13 vitórias e nenhuma derrota subirá ao octógono neste sábado (27), em Baku, no Azerbaijão. Para além do pouco tempo de preparação, Toddynho aceitou o desafio de estrear nos meio-médios (77 kg), uma categoria acima do peso-leve (70 kg), onde construiu sua carreira e conquistou o cinturão interino da LFA. O duelo será contra o atleta local Takhir Abdullaev, que também fará sua estreia na organização.

“Eu estava vindo para a academia num dia de chuva, peguei minha capa, estava indo na bicicleta (…) e aí meu telefone vibrando, vibrando, vibrando, mas não tinha como atender. Quando eu peguei o telefone, ele [mestre Cromado] já foi me dando a notícia (…). E a gente já aceitou prontamente a luta ali. (…) Me emocionei para caramba na hora porque, desde que eu estreei no MMA, isso aqui sempre foi meu objetivo“, contou.

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Ajuste de peso

Embora a mudança de categoria exija enfrentar oponentes fisicamente maiores, o brasileiro encara a situação com pragmatismo. Vindo de uma defesa de título recente em São Paulo, Jefferson manteve o ritmo dos treinos, o que facilitou a transição. A permanência nos 77 kg, contudo, é temporária. O plano pós-estreia é retornar imediatamente aos leves, divisão na qual se sente mais competitivo a longo prazo dentro do Ultimate.

Não tenho interesse nenhum em ficar no 77, essa é a verdade. Eu sei o poder do 77, sei como os caras são. (…) Eu sei que minha categoria não é essa, eu tenho ciência disso. Se, por acaso, um dia pintasse uma oportunidade muito, muito boa de estar lutando, eu faria de novo, sem dúvidas, mas a minha intenção é lutar de 70 mesmo“, explicou.

Taticamente, a equipe do brasileiro identificou o início dos assaltos como o momento de maior perigo devido ao estilo agressivo de Abdullaev. A estratégia desenhada foca na movimentação e na polivalência do jogo de Jefferson, que soma nocautes e finalizações em seu cartel, para neutralizar o ímpeto inicial do dono da casa. Ao ser questionado sobre o plano para anular o rival, ele desconversou com bom humor.

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“Sem entregar muito da estratégia? (…) É fazer meu jogo de movimentação, que eu acho que é a minha maior qualidade, e fazer o que eu sei de fazer de melhor, que é o MMA”, analisou.

Pressão?

Apesar de enfrentar um adversário que lutará com o apoio da torcida local, o peso da invencibilidade ou a pressão do ambiente parecem não ditar o lado psicológico do carioca. Toddynho afirma enxergar o cenário como motivação e transfere a obrigação do resultado para o rival.

“Não vou negar que isso me deixa confiante, estar invicto na carreira. Mas eu não carrego esse peso de ser um atleta invicto e ter que manter minha invencibilidade também. Agora, cara, eu cheguei aqui e tudo o que eu quero é entregar um show lá dentro, sabe? Vou entrar leve, vou entrar feliz para caramba porque eu estou realizando meu sonho“, garantiu.

O confronto abre o card do UFC Baku neste sábado e serve como o primeiro teste para o atleta carioca consolidar seu nome no cenário global do MMA. Além disso, Toddynho estará testando sua invencibilidade sob condições adversas.

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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