Entrevistas

Cláudia Gadelha revela planos do UFC para reality show de jiu-jitsu em 2025

O UFC tem planos ambiciosos para o futuro, mas nem todos envolvem diretamente o MMA – carro-chefe da organização presidida por Dana White. Para além da promessa de mergulhar de cabeça no boxe no futuro próximo, o Ultimate já se aventura há algum tempo no mundo do grappling e, ao que tudo indica, a ideia da entidade norte-americana é ampliar a atenção e os investimentos na modalidade.

Quem garante isso é a brasileira Cláudia Gadelha. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, a ex-lutadora – que atualmente atua como diretora de estratégia, promotora de eventos e ‘matchmaker’ do mundo do grappling para o Ultimate – afirmou que a companhia tem o interesse de ajudar a modalidade a alcançar o patamar que muitos acreditam que já deveria ocupar.

Para isso, segundo Gadelha, o Ultimate pretende elevar o modelo de negócios do grappling no mundo. E uma das ações neste sentido deve ser a criação de um ‘reality show’ na próxima temporada. Isso sem falar do ‘UFC Fight Pass Invitational’, que realizará sua 9ª edição nesta quinta-feira (5), em Las Vegas (EUA).

“A gente tem uma visão e uma missão incrível aqui, que é transformar o jiu-jitsu no esporte que tem o potencial de ser. O UFC – a maior empresa de lutas do mundo – está aí agora ajudando o jiu-jitsu a crescer, e eu estou muito feliz de estar aqui ajudando o jiu-jitsu nessa oportunidade incrível. Ano que vem, a gente vai fazer seis eventos, com o objetivo, a visão e a missão de tornar o UFC Fight Pass Invitational na maior marca de jiu-jitsu do mundo. A estratégia está toda montada do reality show. O Dana já está querendo fazer esse reality show de jiu-jitsu já tem um tempo. Esse ano a gente colocou tudo no papel, já tem tudo pronto, e ano que vem vai acontecer, com certeza“, revelou Cláudia.

TUF como exemplo

Um dos motivos por trás da criação de um programa nestes moldes é o papel exercido pelo reality show ‘The Ultimate Fighter’ no crescimento da popularidade do MMA e, consequentemente, do UFC no início dos anos 2000. E Gadelha parece confiante que a novidade pode repetir o mesmo sucesso do ‘TUF’, elevando o patamar ocupado pelo jiu-jitsu e o grappling no mundo dos esportes de combate.

“A gente não sabe ainda para onde vai, se vai ser no UFC Fight Pass, se vai para o Youtube do UFC, mas o objetivo é crescer o jiu-jitsu, é tornar o jiu-jitsu no esporte que tem o potencial de ser. O jiu-jitsu está aí por tanto tempo, a gente precisa elevar esse esporte, e o reality show vai fazer a mesma coisa que o TUF fez para o UFC, quando o Stephan Bonnar e o Forrest Griffin mudaram o trajeto do UFC e transformaram o UFC no esporte que é hoje. A gente acredita que o reality show vai colocar o jiu-jitsu em um patamar diferente, e também as outras coisas que a gente vai fazer em 2025 para o jiu-jitsu”, afirmou a brasileira.

Por detalhes

Ainda de acordo com a ex-lutadora potiguar, o reality show do jiu-jitsu está por alguns detalhes de ser anunciado oficialmente pelo UFC. Resta, segundo ela, definir a forma como o programa se desenvolverá e quando ele entrará no ar. A decisão final, como não poderia ser diferente, caberá ao presidente da organização há mais de duas décadas, Dana White.

“Dentro do reality show, a gente tem alguns modelos diferentes do que a gente quer fazer. O Dana vai tomar a decisão final e decidir em que data ele vai querer fazer. Mas a gente quer seguir as categorias que existem dentro do MMA no jiu-jitsu, e a gente quer que os atletas evitem cortar peso no jiu-jitsu. A gente realmente preza pela ideia de não deixar os lutadores de jiu-jitsu cortarem peso, uma hora isso tem que parar, e a gente preza por isso aqui. Então, as mesmas categorias do MMA. No feminino, um pouco menos, porque não tem tantas meninas ainda para a gente construir o show. Mas a gente vai adicionando devagar igual o UFC fez”, contou.

Natural de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Cláudia Gadelha foi uma das principais atletas da categoria feminina do UFC por muitos anos, chegando a disputar o cinturão peso-palha (52 kg) em 2016, quando foi derrotada pela então campeã Joanna Jedrzejczyk. A brasileira, inclusive, capitaneou ao lado da polonesa uma das edições do ‘The Ultimate Fighter’. Oriunda do jiu-jitsu, Claudinha encerrou sua carreira em 2021, com um cartel de 18 vitórias – sete delas por finalização – e cinco derrotas.

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