Entrevistas

Bicampeã olímpica, Kayla Harrison revela que nomeou medalha em homenagem a Flávio Canto

Com um currículo invejável nos tatames, Kayla Harrison eternizou seu nome como uma das maiores competidoras da história do judô. Mas o que poucos sabem é que a americana tinha em um atleta brasileiro uma de suas maiores inspirações na carreira: Flávio Canto. Bicampeã olímpica e campeã mundial, a lutadora de 34 anos revelou que chegou, inclusive, a nomear uma de suas duas medalhas de ouro olímpicas em homenagem ao líder do ‘Instituto Reação’.

Em entrevista exclusiva à Ag Fight, Kayla explicou o impacto de Flávio em sua trajetória após receber uma mensagem gravada pelo brasileiro (veja abaixo ou clique aqui). Medalhista de bronze em Atenas, 2004, o judoca tupiniquim desejou boa sorte para a americana, que lutará pelo cinturão peso-galo (61 kg) do UFC em sua próxima aparição. Mal sabia Canto que ele foi eternizado na carreira de Harrison, com a judoca nomeando sua segunda medalha de ouro olímpica, conquistada no Rio de Janeiro, em 2016, em sua homenagem.

Oh, Flávio. Uma das minhas medalhas é nomeada em homenagem a ele. Minha medalha (de ouro) do Rio de Janeiro. A minha medalha de Londres eu chamei de Freddy. E depois que eu ganhei no Rio, dei o nome Flávia à minha medalha do Rio. Sim, claro, por causa dele. É o Flávio Canto. Ele é o cara. É um campeão tão humilde, uma pessoa ótima, sempre retribuindo à sua comunidade. Parece estar muito feliz com sua vida, um homem  de família, pai, comentarista. Tenho muito respeito e admiração por ele”, revelou a americana.

Espelho de competição

Além da medalha de bronze conquistada em Atenas, Flávio chegou a ser o número 1 do mundo no ranking de sua categoria de peso. Para além de título e conquistas, o brasileiro servia com um espelho para Harrison que, enquanto dava seus primeiros passos, tentava replicar o estilo que Canto competia na época, com um jogo baseado majoritariamente nas interações no solo.

A forma como ele usou o jogo de chão no judô foi algo muito especial. Não via muitas pessoas que faziam isso além dos meus treinadores: Jimmy, Big Jim, Travis. E via como ele (Flávio) era capaz de utilizar isso. E nas Olimpíadas do Rio eu venci todas as minhas lutas apenas no tatame. Quem é de verdade reconhece quem é de verdade. Sim, sempre (ele foi uma inspiração para mim). Obrigado, Flávio. Vou trazer esse cinturão para a casa”, explicou Kayla.

Após se consagrar no judô, Harrison migrou para o MMA, onde já foi campeã da PFL. Hoje no UFC, a americana está a uma luta da glória na maior organização do mundo. No dia 7 de junho, em Newark (EUA), Kayla medirá forças contra Julianna Peña pelo cinturão peso-galo (61 kg) do Ultimate, disposta a ampliar ainda mais seu legado nos esportes de combate.

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