Entrevistas

Bia Mesquita destaca diferencial como trunfo para se tornar campeã do UFC

A brasileira Bia Mesquita acredita que sua trajetória no grappling pode ser um diferencial importante dentro da divisão peso-galo (61 kg) do Ultimate Fighting Championship. Multicampeã no jiu-jitsu, a carioca volta ao octógono neste sábado (14), quando enfrenta a mexicana Montserrat Rendon no UFC Vegas 114, evento que será realizado no Meta Apex.

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a lutadora avaliou o atual cenário da divisão e destacou que o momento de renovação no peso-galo pode abrir espaço para novas protagonistas. Para a faixa-preta, sua bagagem competitiva em outras modalidades pode representar uma vantagem em relação a muitas rivais do plantel.

“Acho que essa categoria é uma categoria de renovação. Tem muitas atletas muito experientes que estão saindo, outras novas chegando. Acho que isso me dá uma grande vantagem pelo meu currículo de atleta. O grande diferencial das outras meninas é que a maioria delas são lutadoras de MMA. Nenhuma delas construiu carreira sólida, além da Kayla [Harrison], que tem uma carreira sólida no judô, duas vezes campeã olímpica, que é a atual campeã [do UFC]. Nenhuma das outras meninas tem uma carreira como competidora em outro esporte, sabe?”, analisou.

A confiança de ‘The Lady Goat’, como é conhecida, também se apoia em sua estreia dominante na organização. Em outubro de 2025, no UFC Rio, a lutadora finalizou Irina Alekseeva diante do público carioca e ainda levou para casa o bônus de ‘Performance da Noite’, reforçando sua condição de uma das promessas brasileiras na corrida pelo cinturão da divisão.

“E acho que esse é o meu diferencial: chegar com uma bagagem tão grande, uma experiência tão boa, como uma grappler eficiente, e estar conseguindo mostrar a cada luta que eu consegui fazer essa transição bem feita. Não só com o meu jiu-jitsu eficiente, mas mostrando o ‘ground and pound’, as quedas, mostrando que eu realmente quero ser uma lutadora completa, e isso é o que vai me levar a ser campeã um dia dessa categoria”, completou.

Motivação renovada no MMA

Apesar da longa lista de conquistas no jiu-jitsu, Bia revelou que justamente o fato de já ter conquistado praticamente tudo na modalidade foi um dos fatores que a motivaram a buscar novos desafios no MMA. Segundo a atleta, a transição trouxe de volta sensações que já não apareciam com tanta frequência ao longo da carreira no grappling.

“Só um pouquinho [de conquistas]. Só alguns títulos mundiais. Eu ganhei tudo, como ADCC, luta casada, a maioria dos eventos que já tiveram. E acho que isso foi uma das coisas que mais me motivou a migrar para o MMA. Porque eu já não sentia esse frio na barriga do desconhecido. Eu já sabia como foi o meu primeiro título mundial, o meu primeiro ADCC… eu já sabia como era ganhar todos esses eventos. Aquela fome de saber como será que é ser campeã desse evento eu já não tinha mais no jiu-jitsu”, revelou a carioca.

Outro fato na carreira da lutadora que vale a pena destacar é que ela está invicta desde que completou a transição para as artes marciais mistas. Até o momento, são seis lutas disputadas e todas vencidas pela via rápida.

“Claro que cada título é muito importante e muito especial. Não é porque eu tenho 10 títulos mundiais que um deixou de ser menos importante do que o outro. Todos foram muito especiais e muito difíceis de serem conquistados. Mas aquele friozinho na barriga do novo, do desconhecido, eu já não tinha mais tanto isso no jiu-jitsu. Aí foi quando eu decidi realmente migrar para o MMA e realmente voltei a sentir tudo isso a cada semana de luta: esse friozinho, o novo, o desconhecido”, finalizou.

Agora, em sua segunda apresentação no octógono do UFC, a lutadora busca confirmar o bom momento e dar mais um passo rumo ao topo do peso-galo. Uma vitória sobre a mexicana pode consolidar ainda mais o nome da carioca como uma das atletas em ascensão na categoria feminina da organização.

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