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Entrevistas

Bia Mesquita admite surpresa com vitória rápida no UFC Vegas 114

A carioca Bia Mesquita conquistou mais uma vitória dominante no Ultimate Fighting Championship, mas revelou que esperava encontrar mais dificuldades diante de Montse Rendon no último sábado (14). Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight após o combate no UFC Vegas 114, realizado no Meta Apex, a brasileira admitiu que projetava um duelo mais equilibrado contra a mexicana.

Segundo a peso-galo (61 kg), o histórico da adversária, marcado por diversas lutas decididas pelos juízes, indicava que o confronto poderia se estender por mais tempo. Apesar da expectativa de um embate mais duro, a atleta conseguiu impor seu ritmo e definir o combate rapidamente.

“Na verdade, a gente esperava que essa luta fosse ser um pouco mais difícil do que as outras, pela Montse ter um cartel de decisão. Quase que praticamente todas as lutas no cartel dela foram à decisão, então acho que isso era realmente o forte dela: lutar até o final. Mas eu consegui provar que o meu jiu-jitsu está meio afiado. Coloquei para baixo e também, dessa vez, saiu um diretão, que foi o que conectou muito bem e que abriu brecha para eu poder levar para o chão. O ground and pound também afiado para conseguir chegar na finalização. Mostrar que eu estou evoluindo e que vou estar cada vez mais preparada“, analisou.

A estratégia da brasileira funcionou de forma eficiente dentro do octógono. Após encontrar espaço na trocação, a lenda do jiu-jitsu levou a rival ao solo, onde conseguiu impor seu jogo e definir o confronto ainda nos primeiros minutos, mantendo o bom início de trajetória na organização.

Evolução

Reconhecida mundialmente por sua trajetória vitoriosa no jiu-jítsu, Bia Mesquita destacou que a adaptação do seu jogo de solo para o MMA tem sido um processo gradual. De acordo com a lutadora, parte dessa evolução vem de treinamentos específicos comandados por Marcos Parrumpa, seu treinador na American Top Team, focados no ground and pound — elemento fundamental para o sucesso no esporte.

“Tem sido bem natural. A gente tem uma aulinha, que é a aulinha de quarta, que a gente chama do Parrumpa, e a gente trabalha bastante o ground and pound. É engraçado que eu ainda lembro da minha primeira aula, e era engraçado porque parecia que eu estava fazendo carinho dando soco. Eu era completamente desajustada para fazer isso“, contou.

“Ver agora o resultado, depois de dois anos desse treinamento em específico — porque era uma coisa que não tinha no jiu-jitsu — mostra que deu certo e que eu consegui adaptar muito bem esse jogo. Como eu falei, vira uma consequência para a finalização. Fica muito mais fácil conseguir entrar o jiu-jitsu quando eu acerto golpes contundentes no ground and pound. Foi exatamente isso que consegui mostrar e colocar em prática, e deu para ver que estou gostando um pouquinho dessa brincadeira”, completou.

Com duas vitórias em duas apresentações no UFC, a carioca segue consolidando sua transição para o MMA profissional. A evolução no uso de golpes no solo, aliada à sólida base no jiu-jítsu, tem se mostrado um diferencial importante para a atleta dentro do octógono.

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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