Entrevistas

Bethe Correia minimiza diferença de tamanho e promete luta movimentada em Abu Dhabi

Bethe Correia retorna ao octógono neste sábado, em Abu Dhabi – Leandro Bernardes

Veterana no UFC, Bethe Correira fará sua luta de número 11 no evento contra Pannie Kianzad neste sábado (25), em Abu Dhabi, na ‘Ilha da Luta’. E, como de costume, a disputa coloca a brasileira em desvantagem tanto em altura como envergadura, cenário este que já se tornou normal na carreira da ex-desafiante ao cinturão dos pesos-galos (61 kg).

Atleta de menor estatura da divisão, Bethe se acostumou ao longo das ano a driblar essa diferença e, obviamente, encurtar a distância para trabalhar seu afiado boxe. Satisfeita com o desenvolvimento de seu estilo diante de rivais maiores, a lutadora, inclusive, descarta por completo a possibilidade de descer de categoria e competir como peso-mosca (57 kg), divisão que marcou o início de sua carreira no MMA.

“Me acostumei, me acostumei com meu biotipo. Tento sempre olhar para o que eu sou forte, o que é melhor de mim. Não fico pensando assim: ‘Ah, ela tem tantos centímetros a mais ou a menos, o braço dela é um pouquinho mais esticado’. Sempre lutei nessa categoria no UFC, então acho que me adaptei. Não me importo”, ressaltou a atleta durante conversa exclusiva com a reportagem da Ag. Fight, antes de garantir que fará um duelo movimentado contra sua nova rival.

“Estou me preparando para tudo”, ressaltou Bethe ‘Pitbull’, que fez seu camp inteiro na cidade de Natal e é oito centímetros menor do que a rival Kianzad. “Me preparando para todas as situações. Ela é uma garota aguerrida, que procura bem a luta. Então acho que vai ser uma luta muito boa, acho que o pessoal vai gostar de assistir”.

Sem competir desde setembro, quando venceu Sijara Eubanks por decisão unânime, Bethe sabe bem como lidar com o tempo afastada dos octógonos. Entre 2017 e 2019, a atleta não pôde competir e chegou a ter uma luta cancelada na semana do show por conta de uma lesão no olho. Recuperada, a veterana de 37 anos promete cuidado em dobro para não dar nenhum novo susto aos fãs.

“Vivo sempre indo ao médico, fazendo revisão, tratando… Não paro, acho que meu caso é sempre isso, estar sempre consultando para sempre estar bem para continuar lutando, até onde o corpo permitir”, finalizou.

Com 11 vitórias e quatro derrotas em seu cartel como profissional de MMA, Bethe ainda soma um empate em seu currículo. No auge de sua carreira, a atleta disputou o título dos galos contra Ronda Rousey, em um duelo de invictas na época. A disputa, realizada em agosto de 2015, foi o main event do card sediado na cidade do Rio de Janeiro.

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