Desde que a lesão de Kayla Harrison se tornou pública e sua presença no UFC 324 foi cancelada, alguns fãs sugeriram uma eventual solução momentânea com a criação de um cinturão interino enquanto a judoca americana não se recuperasse. A possibilidade, entretanto, foi frontalmente negada por Amanda Nunes. Após se posicionar, a ‘Leoa’ agora explicou seu ponto de vista, justificando por que competir por um título que não fosse o linear não faria sentido para seu retorno ao octógono mais famoso do mundo.
Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, a brasileira citou seu legado nos esportes de combate para defender sua linha argumentativa. Ex-campeã peso-galo (61 kg) e peso-pena (66 kg) do Ultimate, Amanda é considerada, por muitos, como a ‘GOAT’ (melhor de todos os tempos) do MMA feminino. Com esse contexto, sua volta da aposentadoria, ao menos em seu entendimento, não poderia ser concretizada com um cinturão de segunda ordem de importância.
“Elas (atletas) estão certas (em se colocarem à disposição). Eu já estive lá, sei o que é estar ali querendo lutar pelo título, envolve muita coisa. Mas elas também sabem que não é assim. Existe todo um plano, tem um planejamento entre eu e o UFC. Porque essa luta, eu e Kayla, tem muita coisa envolvida. Não existe cinturão interino, não existe outra oponente para tapar buraco, nada disso. Se a Kayla não voltar, aí sim. É outra história. Vou lutar pelo cinturão (linear). Não luto pelo interino. Depois de fazer tanta coisa na categoria? No UFC? O interino é muito pequeno para tudo que eu represento no MMA feminino”, frisou a ‘Leoa’.
Prazo de espera?
O foco de Nunes condiz com o posicionamento do UFC que, através da figura de Dana White, já confirmou que remarcará o duelo contra Kayla. A dúvida, portanto, diz respeito a quando a superluta terá viabilidade de ser promovida. Após passar por uma cirurgia no pescoço para corrigir hérnias de disco de região, a judoca americana ainda não tem um prazo exato para voltar a competir. Entretanto, Amanda, sua ex-parceira de treinos na ‘American Top Team’ e agora adversária, não parece estar disposta a esperar um longo período pelo confronto.
“Não, um ano (esperando a Kayla) não. Aí já é muito. Como é que eu vou passar o ano inteiro treinando? Agora vou pisar um pouco o pé no freio, mas continuar mantendo a rotina, tudo direitinho. Corpo forte, mente forte, espírito. Nem o UFC quer que dure tanto assim (a recuperação dela). Ela tem que estar bem para voltar, já. Sei que lesão e cirurgia é uma coisa complicada para voltar, mas espero que ela consiga. Porque eu dependo dela. Quero que ela se recupere bem, porque estou esperando ela. Estou muito bem, a Leoa está de volta, 100% e com fome de vitória. Um ano (de espera) não, tem que ser antes”, projetou a atleta baiana.
UFC Casa Branca?
Questionada pela equipe de reportagem da Ag Fight sobre a disputa contra Kayla ser remarcada para o card na Casa Branca, Amanda não escondeu seu entusiasmo. Segundo a brasileira, caso esse cenário se concretize, o confronto alcançaria um outro patamar. Vale ressaltar que a judoca americana é simpatizante do presidente Donald Trump, o que tornaria sua presença no show programado para junho ainda mais justificada. Agora resta saber se a atual campeã peso-galo da companhia conseguirá se recuperar da cirurgia a tempo do evento.
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