Siga-nos
Paulo Borrachinha disputou o cinturão dos médios do UFC
Com um apelo comercial acima da média, Borrachinha pode cair como uma luva na divisão até 93 kg - Matt Davies/PxImages

UFC

UFC 327: Entenda como Borrachinha pode suprir ausência de Alex Poatan

Neste sábado (11), na luta principal do UFC 327, em Miami (EUA), Jiri Prochazka e Carlos Ulberg duelam pelo cinturão vago dos meio-pesados (93 kg) e também pelo posto informal de sucessor de Alex Pereira. Ao menos do ponto de vista esportivo, visto que a disputa irá coroar o novo campeão da categoria anteriormente dominada pelo brasileiro. Porque, se considerarmos fatores como apelo comercial e entretenimento, o substituto ideal para suprir a ausência de ‘Poatan’ na divisão até 93 kg pode estar em ação no ‘co-main event’ do show: Paulo ‘Borrachinha’.

Peso-médio (84 kg) de origem, Paulo Costa irá se aventurar na categoria de cima diante de um grande adversário: Azamat Murzakanov. Atual número 6 da categoria, o russo, invicto no MMA profissional, representa um desafio e tanto para Borrachinha. Mas da mesma forma que o risco do combate é alto, a recompensa tende a ser ainda maior. Afinal de contas, um triunfo no sábado já consolida o brasileiro no pelotão de elite dos meio-pesados. E o desempenho dentro do octógono, aliado à personalidade polêmica, mas que move o ponteiro da audiência, podem tornar o striker mineiro o substituto ideal de Poatan – em um momento crucial para o UFC.

Categoria morna?

Um exemplo raro de ascensão meteórica e idolatria no esporte, Poatan movimentou os meio-pesados como há tempos não faziam. Agora, porém, que abdicou do cinturão para se aventurar nos pesos-pesados em busca do inédito tricampeonato no UFC, a categoria até 93 kg carece de nomes de peso que engajem junto aos fãs.

Atualmente, o pelotão de elite da divisão é formado por atletas que, mesmo no auge esportivo, não conseguem ‘furar a bolha’ e atrair as massas, como Magomed Ankalaev, Carlos Ulberg, Azamat Murzakanov, dentre outros. Do outro lado, estão veteranos que, por mais que tenham construído uma certa popularidade, já estão em decadência esportiva e com os dias contados na empresa, como Jan Blachowicz, Jamahal Hill e Dominick Reyes. Sendo assim, uma adição com as credenciais de Borrachinha seria bem-vinda aos meio-pesados.

Brilho na coletiva indica caminho

Um bom indício desse contexto foi dado na última quinta-feira, na coletiva de imprensa do UFC 327. Mesmo na posição de protagonistas do evento e escalados para disputarem o cinturão da categoria, Prochazka e Ulberg pouco empolgaram o público. Quem roubou a cena na cerimônia foi justamente Borrachinha que, com seu estilo provocador e humor ácido, atacou o rival russo e levantou os fãs presentes em Miami. A aceitação e até mesmo o ‘hate’ junto ao público consumidor da liga joga a favor de Paulo em eventuais pretensões futuras nos meio-pesados.

Polêmico e diferente de Poatan

Caso consiga quebrar a banca, vencer Murzakanvov e se consolide entre os meio-pesados, Borrachinha agregaria como uma figura popular, mas bem diferente de Poatan. Ao contrário do ex-campeão, o striker mineiro não se importa em colecionar ‘haters’ e utiliza isso como forma de autopromoção. Como uma espécie de anti-heroi, o lutador brasileiro frequentemente divide opiniões até mesmo em seu próprio país de origem.

Mas é justamente essa personalidade cativante, seja para o bem ou para o mal, que o torna um produto atraente para o UFC, capaz de mover o ponteiro da audiência, engajar fãs e, ao mesmo tempo, apresentar boas performances esportivas. Mas para aproveitar o vácuo deixado por Poatan nos meio-pesados e acelerar seu processo em busca de um novo ‘title shot’ na organização, Borrachinha precisa, necessariamente, ter o braço erguido neste sábado.

Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: XInstagramFacebookYoutube e TikTok

Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

Mais em UFC