Ao que tudo indica, a relação harmoniosa que existia entre Ronda Rousey e o UFC chegou ao fim, provavelmente depois do fracasso nas negociações para o retorno da ex-campeã peso-galo (61 kg) e membro do Hall da Fama ao MMA. Na coletiva de imprensa para sua luta contra Gina Carano, que será promovida pela ‘Most Valuable Promotions’ no próximo dia 16 de maio, ‘Rowdy’ não poupou críticas ao atual momento do Ultimate.
Sem papas na língua e com a mesma personalidade forte que a tornou uma das maiores estrelas da história do MMA, Ronda detonou o trabalho feito pelo UFC na confecção do card programado para acontecer na Casa Branca, no dia 14 de junho. Promovido pela própria organização presidida por Dana White como um evento único, dado a sua importância e localização, o ‘UFC Freedom 250’ – nomenclatura pela qual também é chamado o show na sede do governo dos Estados Unidos – gerou reações mistas ao divulgar os seis combates que vão compor o seu cronograma de lutas.
“(O UFC) Não é mais sobre fazer as melhores lutas possíveis. Dana (White) não é o dono, não é ele quem decide, ele não está comandando do jeito que ele quer, porque ele é um funcionário da companhia. É um grande erro deles não deixá-lo gerir as coisas como ele sempre fez. Ele (Dana White) sabe que o card da Casa Branca é uma m***. Eles insistiram nisso por mais de um ano e ficou extremamente aquém das expectativas. Ele ficou tão chateado sobre isso que ele estava falando sobre uma luta que caiu na véspera. Posso garantir que ele também não está feliz (com o card do UFC Casa Branca)”, afirmou Rousey.
Política salarial na mira
A percepção da ex-campeã se baseia, aparentemente, na troca do comando societário pela qual o UFC passou há alguns anos, com a venda da empresa dos irmãos Lorenzo e Frank Fertitta para a Endeavor. Apesar de manterem Dana White no card de presidente do Ultimate, na opinião de Rousey, a mudança acarretou em pioras significativas na administração do maior evento de MMA do planeta, inclusive na política salarial da empresa.
“O UFC costumava ser o melhor lugar nos esportes de combate para ganhar a vida e receber um salário justo. E agora é um dos piores lugares para ir. Por isso, muitos dos seus melhores atletas estão indo embora para encontrar pagamento em outro lugar. É por isso que campeãs como Valentina (Shevchenko) estão vendendo fotos dos peitos no OnlyFans. Essas pessoas ainda no começo (da carreira), muitas delas não conseguem prover para suas famílias, vivem no nível da pobreza lutando em tempo integral. Essa companhia acabou de receber 7,7 bilhões de dólares (do contrato de transmissão com a Paramount). Não há razão para que eles não consigam pagar aos seus atletas, pelo menos, um salário digno. Nem mesmo isso, eles precisam, pelo menos, igualar o que esses atletas estão ganhando em outros esportes”, concluiu Rousey.
Depois de quase uma década afastada do MMA profissional, Ronda Rousey retorna à ação no próximo dia 16 de maio, para enfrentar uma das pioneiras da modalidade, a também americana Gina Carano, em card promovido pela ‘Most Valuable Promotions’, em Los Angeles (EUA). Segundo a própria ‘Rowdy’, a superluta chegou a ser oferecida para o UFC, mas as negociações não foram adiante.
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