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De punhos cerrados, Max Holloway posa para foto no media day do UFC 326
Especialista na trocação, Holloway não descarta a possibilidade de testar seu grappling no UFC 326 - Diego Ribas/Ag Fight

Entrevistas

Mudança de estilo? Max Holloway cogita uso do jiu-jitsu contra Charles Do Bronx no UFC 326

É razoável opinar que no próximo sábado (7), na luta principal do UFC 326, Max Holloway enfrentará o adversário de maior nível na luta agarrada em toda a sua carreira no MMA profissional. Afinal de contas, do outro lado do octógono estará Charles Oliveira, maior finalizador da história da companhia. Mas o tamanho do desafio parece despertar a curiosidade do striker havaiano. Ao ponto de, inclusive, ‘Blessed’ cogitar testar o nível do seu jogo de chão contra ‘Do Bronx’, no embate que coloca em disputa o cinturão ‘BMF’ (atleta mais casca-grossa).

Em entrevista exclusiva à equipe de reportagem da Ag Fight, o ex-campeão peso-pena (66 kg) revelou sua paixão pela arte suave. Apesar de ser notadamente um especialista na trocação, Holloway considera que seu grappling é subestimado por parte dos fãs e da imprensa especializada. Disposto a talvez mudar esse panorama, Max não descartou a possibilidade de se aventurar no solo contra Charles Do Bronx.

Muitas pessoas ficam falando do (nível) do meu jiu-jitsu, então talvez eu mostre um pouco nessa luta, quem sabe? Temos uma estratégia, sei o que preciso fazer para ter minha mão erguida. E é isso que faremos. Não, não sou faixa-preta (de jiu-jitsu). Sou faixa-marrom. Eu faria o teste de faixa-preta esse ano, mas acabei perdendo por conta da minha lesão. Eu amo jiu-jitsu de quimono, amo mais com quimono do que jiu-jitsu sem quimono. E todo mundo pergunta: ‘Por que? Você é um lutador de MMA’. E eu digo: ‘Cara, se você não conseguir me segurar com quimono, você não vai me segurar sem’. Vamos descobrir sábado à noite (se eu consigo ou não fazer chão com o Charles)”, ressaltou Max.

Atento ao risco em sua especialidade

Assim como Charles, Holloway rechaça a ideia de que o embate que lidera o UFC 326 é, necessariamente, um tradicional duelo de estilos opostos. E prova disso é que o havaiano está mais do que alerta para o poder de fogo do faixa-preta na trocação. Com cada um dos protagonistas do combate dominando diferentes áreas do jogo, ‘Blessed’ projeta um confronto eletrizante para os fãs de MMA.

Muitas pessoas estão analisando essa luta como um clássico striker vs grappler. Mas se você assiste às lutas do Charles, ele é muito mais do que isso. Ele machuca os caras na trocação e, só depois, finaliza eles. Não é como se ele ficasse buscando a queda o tempo todo. Ele machuca em pé. Acho que vai ser uma luta de MMA divertida, veremos o que acontece. No final das contas, não é uma luta de jiu-jitsu ou kickboxing, e sim de MMA. Mal posso esperar para testar minhas habilidades contra ele. Muita gente está subestimando minhas habilidades, então mal posso esperar para mostrá-las”, projetou o havaiano.

Revanche

Holloway e Charles já se enfrentaram no passado, ainda no início da trajetória de ambos no UFC, em agosto de 2015. Na ocasião, o havaiano venceu o brasileiro após interrupção médica, em um duelo que não teve um desfecho claro dentro do jogo de luta. Desde então, os dois seguiram caminhos muito distintos, conquistaram títulos, bateram recordes e evoluíram de forma impressionante. Agora, anos depois, eles se reencontram em um cenário completamente diferente, mais maduros, experientes e valendo um dos cinturões mais simbólicos da organização.

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Natural do Rio de Janeiro, Gaspar Bruno da Silveira estuda jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Fascinado por esportes e com experiência prévia na área do futebol, começou a tomar gosto pelo MMA no final dos anos 2000.

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