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De boné e punho cerrado, Durinho posa para foto no media day do UFC Vegas 106
Gilbert Burns opina sobre idade ideal para começar no MMA e sonhar com título mundial - Diego Ribas/Ag Fight

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Até quando dá para sonhar? Gilbert Durinho analisa idade e limites no MMA

Gilbert Burns é um dos nomes mais experientes do MMA brasileiro e alguém que conhece de perto o caminho até o mais alto nível do esporte. Ex-desafiante ao cinturão dos meio-médios (77 kg) do UFC, o atleta comentou um tema que desperta curiosidade entre fãs e praticantes: até que idade é possível iniciar no MMA mantendo o sonho de conquistar um título mundial.

Em bate-papo com o lutador Alexei Pergande, ‘Durinho’ foi direto ao abordar os limites impostos pelo tempo, mas sem fechar completamente as portas para quem começa mais tarde. Segundo ele, a faixa dos 20 anos ainda permite sonhar alto, especialmente para atletas com boa base física ou histórico em outros esportes, enquanto os desafios aumentam com o passar dos anos.

30 anos (é tarde demais para começar a treinar MMA para ser campeão mundial). Aos 30 você está feito. Mas eu acho que nos 20 anos ainda dá para fazer. Se você é atlético, eu acho que dá. Se você já praticou algum tipo de esporte, mesmo que um pouco, dá para conseguir. Mas tudo está na mente. Eu acho que, se você acredita, se você se dedica, se coloca o trabalho necessário e tem uma boa equipe ao seu redor, a idade não é um problema. Depois dos 30 fica um pouco mais difícil. Depois dos 30 vai ser duro”, opinou.

Sem promessas fáceis ou discursos motivacionais exagerados, o carioca apresenta uma visão prática sobre o MMA profissional e suas exigências. Para o veterano, o sonho de ser campeão mundial segue possível, mas o caminho até o topo é longo e cobra um preço alto, sobretudo para quem inicia a trajetória mais tarde.

Perto do fim?

Em entrevista recente, Durinho revelou que, apesar de ainda possuir um vínculo relativamente longo com o UFC, considera encerrar a carreira antes do término do contrato. De acordo com o próprio lutador, a estabilidade financeira já o permitiria pendurar as luvas, o que pode acontecer em um futuro próximo.

Dentro do octógono, o brasileiro atravessa uma fase delicada na organização. Nas últimas sete apresentações, o meio-médio saiu derrotado em cinco oportunidades e, no momento, não possui luta marcada, o que mantém seu futuro no esporte em aberto.

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Natural do Rio de Janeiro, Geovanne Peçanha se formou em jornalismo na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso). Com passagens por Lance!, CBF TV, FERJ e outros, é um fanático por esportes. Ex-praticante de Muay Thai, se apaixonou pelo MMA.

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