Nesta semana, Mohammed Usman levou um verdadeiro baque em sua carreira ao receber uma longa suspensão de 30 meses após ser flagrado em um exame antidoping do UFC. E não demorou muito para que o irmão do ex-campeão Kamaru Usman viesse a público repercutir o episódio. Através de suas redes sociais (veja abaixo ou clique aqui), o peso-pesado nigeriano admitiu sua culpa no caso e assumiu responsabilidade pelo erro cometido.
Na oportunidade, ‘The Motor’, como é conhecido, testou positivo para testosterona, substância proibida pela ‘Combat Sports Anti-Doping’ (CSAD) e, assim, recebeu uma longa suspensão de dois anos e meio. O flagra veio de uma amostra coletada em um período fora de competição, mais precisamente no dia 8 de setembro de 2025. Usman estava escalado para enfrentar Valter Walker cerca de um mês depois, dia 11 de outubro, no UFC Rio, mas foi retirado do card devido à infração.
“Quero falar sobre minha suspensão. Durante minha recuperação, cometi um erro enquanto tentava me curar e assumo total responsabilidade por isso. Esse tempo me permitiu recuperar minha saúde, focar na minha família e ter uma apreciação ainda maior pela vida. Tenho fôlego, estou vivo e sou verdadeiramente abençoado. Estou levando um dia de cada vez e me mantendo comprometido com o crescimento e fazendo as coisas da maneira correta. Sou grato ao UFC, Rashad, Ali, Brian e a todos os meus treinadores pelo apoio contínuo. Seguimos em frente”, declarou o peso-pesado nigeriano.
Carreira ameaçada?
O gancho recebido é retroativo ao dia 9 de outubro de 2025, data em que o nigeriano foi informado pela entidade que havia violado a política antidoping do Ultimate. Sendo assim, o irmão de Kamaru Usman estará apto a competir novamente a partir do dia 9 de abril de 2028. Para muitos, o veredito pode ameaçar, inclusive, a carreira de Mohammed. Afinal de contas, o peso-pesado já terá 39 anos de idade quando for liberado para voltar a competir. Agora resta saber quais serão seus planos futuros.
Conduta de Usman ampliou gancho
O gancho foi longo porque, além de violar a política antidoping do UFC com um teste positivo para uma substância proibida em todos os períodos, Mohammed tentou enganar a entidade que regula o departamento de testes da companhia com uma explicação falsa que, teoricamente, explicava o flagra. Devidamente confrontado pela ‘CSAD’ com evidências de sua violação, o irmão de Kamaru Usman, então, admitiu o erro.
Além disso, Mohammed admitiu que, anteriormente, no início de 2025, também havia feito uso de ‘BPC-157’ – um peptídeo proibido pela política antidoping do UFC. Por conta da conduta do nigeriano, sua suspensão, até então de dois anos, poderia ter sido dobrada para quatro. Mas como eventualmente admitiu seus erros, o órgão regulador achou suficiente acrescentar somente seis meses à punição original, totalizando 30 meses. Usman acatou o gancho estabelecido pela ‘CSAD’.
Siga nossas redes sociais e fique ligado nas notícias do mundo da luta: X, Instagram, Facebook, Youtube e TikTok